Seis vereadores de Potiretama procuraram a Delegacia de Polícia Civil de Alto Santo para registrar um boletim de ocorrência relatando supostas ameaças de morte. O caso foi formalizado nesta terça-feira (30) e passou a ser apurado pelas autoridades.
Os parlamentares envolvidos são Jean Filho (PSD), Jozi (PP), Robertinho (PP), Francélio Amorim Freitas (PP), Cristiano (PP) e Daiane (PSD). Segundo o relato apresentado à Polícia Civil, as intimidações teriam partido de um empresário que mantém vínculo com uma empresa prestadora de serviços ao município.
Questionamentos a contrato antecederam ameaças
De acordo com os vereadores, o episódio teria ocorrido após questionamentos feitos durante sessões na Câmara Municipal e diligências realizadas em endereços ligados à empresa. Após essas ações, começaram a circular na cidade informações dando conta de que o empresário teria feito comentários ameaçadores contra integrantes do Legislativo.
Ainda conforme o boletim de ocorrência, as supostas ameaças chegaram inicialmente por ligações telefônicas e, posteriormente, por mensagens de áudio. Em uma das versões que circularam, havia inclusive a menção à contratação de um pistoleiro, o que elevou o nível de preocupação dos parlamentares.
Como não houve indicação clara de alvos específicos, os vereadores decidiram tratar a situação como uma ameaça coletiva e buscaram imediatamente as autoridades policiais.
Parlamentares alegam atuação institucional
Em depoimento, os vereadores afirmaram que todas as ações realizadas tiveram caráter institucional, com o objetivo de cumprir o papel constitucional do Legislativo de fiscalizar contratos e atos do Executivo municipal. Eles negaram qualquer motivação pessoal, eleitoral ou perseguição política.
Após a repercussão do caso, o empresário citado teria feito contato telefônico com um dos parlamentares, apresentando explicações sobre a situação, sem confirmar de forma direta as ameaças relatadas. Os vereadores também informaram que conversaram com familiares do investigado e com uma pessoa mencionada nos boatos como suposto executor, que negou qualquer envolvimento com atos criminosos.
Pedido de apoio e investigação em andamento
No registro policial, os parlamentares solicitaram apuração rigorosa dos fatos e reforçaram que permanecem unidos, confiando no trabalho das forças de segurança. Em manifestação pública, também pediram apoio do Governo do Estado e da Secretaria da Segurança Pública para garantir a tranquilidade durante o andamento das investigações.
Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou que o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Alto Santo, que instaurou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) para apurar os fatos.
A Polícia reforça que informações que possam ajudar na investigação podem ser repassadas de forma anônima pelos canais oficiais de denúncia.