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OPINIÃO: Depois de 20 anos, Iguatu volta a crescer — e tudo começa com uma decisão

Fazer o que tem que ser feito.

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Grandes frigorifico Masterboi que deve se instalar em Iguatu
Foto: Reprodução
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O Governo do Estado do Ceará anunciou hoje, 31/03, a chegada oficial do frigorífico Masterboi ao Ceará, e a cidade de Iguatu está em festa. Afinal, são mais de R$ 250 milhões em investimentos e cerca de 1 mil empregos diretos na região, impulsionados pela chegada da multinacional.

O evento de lançamento reuniu diversos agentes públicos, empresários e fornecedores de todo o Ceará, no Palácio da Abolição, em Fortaleza, para selar o memorando.

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A população de Iguatu, claro, não fala em outra coisa. Todo mundo comemorando, os pecuaristas em êxtase, os comerciantes felizes em poder comprar mais barato e o consumidor final, claro, não esconde a felicidade em ter expectativa de emprego qualificado e, de quebra, poder comprar carne mais barata. É o pacote completo.

Essa é a primeira grande indústria que chega a Iguatu nos últimos 20 anos. A última foi a Dakota S/A.

Afastada, brevemente, a euforia absolutamente justificada pela chegada da Masterboi em Iguatu, convido você a fazer uma reflexão rápida sobre como a vontade, determinação e, acima de tudo, decisão podem moldar como uma comunidade inteira é afetada, para o bem ou para o mal, ao longo do tempo.

Em um passado recente, Iguatu viveu o seu pior momento do ponto de vista do desenvolvimento econômico. Por omissão de ex-agentes públicos, sobretudo no âmbito municipal, a capital do Centro-Sul quase perdeu um importante terminal multimodal conectado à Transnordestina.

Entretanto, Deus escreve certo por linhas extremamente precisas. Quis o divino colocar a cidade nas mãos de um grupo de pessoas sérias e determinadas. A realidade hoje é que estamos finalizando um moderno complexo logístico multipropósito, que chama a atenção de grandes indústrias Brasil afora e promete mudar a geografia econômica de toda a região.

Todo esse movimento passa, primeiramente, pela tomada de decisão de querer fazer acontecer. Colocar o município debaixo do braço, com todas as suas potencialidades — que são muitas — e ir apresentá-lo ao mundo inteiro.

E foi isso que o novo gestor fez. Visitou a empresa, apresentou a cidade e conectou-se aos fornecedores de uma cadeia produtiva já bastante aquecida. Veja, não entenda isso como apenas um afago ao chefe do Executivo municipal. Ele fez apenas o que lhe compete e o que é esperado de um gestor.

Porém, quando foi a última vez que vimos isso acontecer? Há mais de 20 anos, quando Hildernando Bezerra era prefeito.

Então, me parece que fazer o dever de casa funciona muito bem e é o que basta para a capital do Centro-Sul voltar a fazer jus a esse nome.

O Governo do Ceará sabe disso e coroou a cidade com essa conquista porque fez o feijão com arroz. Agora, graças às mãos de pessoas sérias, a região Centro-Sul será polo da pecuária de corte e responsável por fazer do Estado um exportador de carnes novamente.

Viva Iguatu! Viva o Estado do Ceará!

*Esse texto reflete, exclusivamente, a opinião do autor.

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Escrito por
Mateus Nogueira

Formado em Administração, é colunista com atuação voltada à Administração, Economia e Desenvolvimento Regional. Seus textos analisam políticas públicas, gestão e estratégias de desenvolvimento, com foco na região Centro-Sul do Ceará, contribuindo para o debate qualificado sobre crescimento econômico, planejamento e fortalecimento do ambiente institucional.

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