Os Estados Unidos afirmaram nesta segunda-feira (5), durante reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que não estão em guerra contra a Venezuela nem contra o povo venezuelano. A declaração ocorre dois dias após uma operação militar de grande escala realizada no país sul-americano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
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Segundo Mike Waltz, representante norte-americano nas Nações Unidas, Washington não pretende ocupar militarmente a Venezuela. Ele ressaltou que a ação teve objetivos específicos e que não se trata de uma guerra convencional ou de uma intervenção prolongada.
Operação militar e captura de Maduro
A reunião do Conselho de Segurança foi convocada após a operação realizada no sábado (3). De acordo com informações oficiais dos EUA, Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York, onde devem responder a acusações relacionadas ao narcotráfico.
O governo norte-americano informou ainda que não há um número confirmado de mortos durante a ação. Segundo os EUA, alguns soldados americanos ficaram feridos, mas todos estariam em condição estável.
Autoridades venezuelanas apresentaram uma versão diferente dos acontecimentos. O ministro da Defesa da Venezuela afirmou que grande parte da equipe de segurança pessoal de Nicolás Maduro foi morta durante a operação.
Já o governo de Cuba, aliado histórico de Caracas, declarou que 32 cidadãos cubanos morreram no ataque, informação que ainda não foi confirmada por organismos internacionais independentes.
Repercussão internacional
A ação militar e a captura do presidente venezuelano provocaram forte repercussão no cenário internacional, levando o tema ao centro dos debates no Conselho de Segurança da ONU. Países-membros discutem os impactos da operação sobre a soberania venezuelana, o direito internacional e os possíveis desdobramentos políticos e humanitários na região.
Enquanto isso, a situação interna da Venezuela segue incerta, com autoridades locais e aliados internacionais cobrando esclarecimentos sobre o número de vítimas e os próximos passos após a retirada do presidente do país.