O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou que deve deixar o comando do Ministério da Educação para se dedicar diretamente às campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Elmano de Freitas, ambos candidatos à reeleição em 2026. A informação é da Folha de São Paulo.
Apesar das especulações, Camilo negou que pretenda disputar o governo do Ceará neste ano.
Ex-governador do estado, Camilo disse que sua saída do ministério deve ocorrer no período permitido pela legislação eleitoral e tem como objetivo reforçar a articulação política e eleitoral do grupo governista, especialmente no Ceará, considerado estratégico para o projeto nacional do PT.
Foco na reeleição de Lula e Elmano
Camilo destacou que sua prioridade é contribuir com a reeleição de Lula e Elmano, reforçando a base política e dialogando com lideranças locais. Segundo ele, o cenário eleitoral exige capacidade de articulação e presença ativa nos estados.
O ministro também minimizou as pesquisas que apontam possíveis adversários à frente e afirmou que o momento é de apresentar resultados e convencer o eleitorado. “Não existe eleição fácil. A disputa será sobre mostrar o que foi feito e dialogar com a população”, afirmou.
Ao comentar os principais temas que devem pautar as eleições, Camilo ressaltou que segurança pública e educação estarão no centro do debate. Ele defendeu que o governo precisa comunicar melhor suas ações, especialmente na área da segurança, e afirmou que o combate ao crime deve ser feito com firmeza, integração entre instituições e políticas sociais.
Na área da educação, o ministro destacou avanços recentes e disse que ainda trabalha para consolidar medidas como a ampliação de programas educacionais e o fortalecimento do ensino médio e superior, antes de deixar o cargo.
Camilo foi enfático ao negar qualquer intenção de disputar novamente o Palácio da Abolição. Segundo ele, o candidato natural do grupo é o atual governador Elmano de Freitas, que busca a reeleição. “Minha tarefa é ajudar, dialogar e fortalecer o projeto político que está em curso”, declarou.
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