A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (8), a Operação “Propositum Sine Filtrum”, com o objetivo de investigar indícios de corrupção eleitoral e uso irregular de recursos de campanha em um município da região do Cariri, no Ceará.
De acordo com as investigações, há suspeitas de que integrantes de uma campanha eleitoral teriam realizado transferências bancárias e pagamentos via PIX para diversas pessoas, incluindo menores de idade, como forma de garantir presença em eventos políticos.
Os investigadores apuram ainda repasses recorrentes de valores a jovens para participação em atividades de campanha, além da existência de mensagens que indicariam orientação para o oferecimento de “incentivos” financeiros.
Os mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicular foram expedidos pela 70ª Zona Eleitoral de Brejo Santo. Durante o cumprimento das ordens judiciais, documentos, registros de prestação de contas e dispositivos eletrônicos foram recolhidos e serão submetidos à perícia técnica.
Prisão em flagrante durante a operação
Durante as diligências, a Polícia Federal encontrou, em aparelhos eletrônicos apreendidos, imagens que configuram abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes. O investigado foi preso em flagrante pelo crime de posse e armazenamento desse tipo de material ilícito. O conteúdo passará por análise pericial para aprofundamento das investigações.
Embora a legislação brasileira ainda utilize o termo “pornografia” para classificar esses crimes, a Polícia Federal reforça que o conceito mais adequado é o de violência ou abuso sexual contra crianças e adolescentes, por refletir com maior precisão a gravidade das condutas e o impacto sobre as vítimas.
Em nota, a Polícia Federal também fez um alerta a pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar de perto a rotina de crianças e adolescentes, tanto no ambiente virtual quanto no convívio social. O órgão destaca que o diálogo, a orientação sobre o uso seguro da internet e a atenção a mudanças de comportamento são medidas fundamentais para prevenir situações de violência.
As investigações seguem em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes previstos no Código Eleitoral e em outras legislações penais, conforme o avanço das apurações.
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