O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que uma de suas principais preocupações no atual cenário político do Ceará é a definição dos nomes que irão disputar as duas vagas ao Senado Federal na chapa do governador Elmano de Freitas, que deve buscar a reeleição em 2026. A declaração foi feita em entrevista concedida ao jornal O Globo e publicada nesta segunda-feira (15).
Camilo reconheceu que a composição da chapa majoritária envolve uma equação delicada, marcada por um amplo arco de alianças que sustenta o governo estadual. Segundo ele, embora o Partido dos Trabalhadores tenha quadros interessados em disputar o Senado, os partidos aliados também reivindicam espaço na formação da chapa.
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De acordo com o ministro, o argumento apresentado pelos aliados passa pela concentração das principais cabeças de chapa no PT. “O candidato à Presidência é do PT, o candidato ao Governo do Estado também é do PT. Naturalmente, os partidos que dão sustentação política esperam participar mais ativamente da composição”, ponderou.
Nesse contexto, Camilo destacou que há movimentações e pretensões de lideranças de diferentes siglas, como MDB, PSD, Republicanos e o próprio PT, todas interessadas nas vagas ao Senado. A diversidade de interesses, segundo ele, exige cautela e diálogo para evitar rupturas e preservar a unidade da base governista.
O ministro evitou antecipar nomes ou preferências e ressaltou que a definição só ocorrerá no momento oportuno, após amadurecimento das negociações políticas. “Na hora certa, isso será resolvido”, afirmou, sinalizando que o debate seguirá nos bastidores ao longo dos próximos meses.
A fala de Camilo evidencia que, apesar de o foco público do governo estar na gestão, o xadrez eleitoral de 2026 já começa a ganhar forma no Ceará, especialmente em torno de cargos estratégicos como o Senado, fundamentais para o equilíbrio político da coalizão que sustenta o projeto de reeleição do atual governador.